O Brasil
e o mundo ficaram chocados com o crime hediondo de violência sexual contra uma
jovem no Rio de Janeiro. A notícia gerou forte reação, cobrando das autoridades
a apuração e a punição desses bandidos. De fato, repugna e causa imensa
indignação pensar que essa espécie de “homens-demônios”, capazes de cometer tal
agressão, possam escapar impunes. Mas será que basta uma maior fiscalização e
punição exemplar para que se restaure em sua plenitude o respeito à imensa
dignidade da mulher?terça-feira, 7 de junho de 2016
Estupro e Pudor
O Brasil
e o mundo ficaram chocados com o crime hediondo de violência sexual contra uma
jovem no Rio de Janeiro. A notícia gerou forte reação, cobrando das autoridades
a apuração e a punição desses bandidos. De fato, repugna e causa imensa
indignação pensar que essa espécie de “homens-demônios”, capazes de cometer tal
agressão, possam escapar impunes. Mas será que basta uma maior fiscalização e
punição exemplar para que se restaure em sua plenitude o respeito à imensa
dignidade da mulher?segunda-feira, 16 de maio de 2016
Vai ter Golpe?
Desde que
deflagrado o processo de Impeachment da Presidente Dilma, os movimentos fiéis à
sua permanência no cargo cunharam um slogan – “não vai ter golpe” – que tem se
repetido como um símbolo motivador da luta pela sua manutenção no poder.
Essa
frase, infelizmente, não é mero resultado ou síntese das convicções que tenham
se formado espontaneamente naqueles que apoiam a Presidente. Trata-se, bem ao
contrário, de uma engenhosa e bem articulada campanha de manipulação que se
vale de técnica bastante eficaz de convencimento. Aliás, essa tem sido, infelizmente,
a tônica das campanhas eleitorais de muitos partidos, tanto da situação como da
oposição.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
A alegria de ser Mãe
No próximo domingo, dia 8 de maio, comemoramos o dia das mães. É, portanto, uma interessante oportunidade para considerarmos o que é ser mãe neste início de milênio.
Em sua recém lançada exortação apostólica Amoris Lætitia, o Papa Francisco aborda a situação da família na atualidade: “O sentimento de ser órfãos, que hoje experimentam muitas crianças e jovens, é mais profundo do que pensamos. Hoje reconhecemos como plenamente legítimo, e até desejável, que as mulheres queiram estudar, trabalhar, desenvolver as suas capacidades e ter objetivos pessoais. Mas, ao mesmo tempo, não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna, especialmente nos primeiros meses de vida. A realidade é que «a mulher apresenta-se diante do homem como mãe, sujeito da nova vida humana, que nela é concebida e se desenvolve, e dela nasce para o mundo». O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra. Aprecio o feminismo, quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade. Com efeito, a grandeza das mulheres implica todos os direitos decorrentes da sua dignidade humana inalienável, mas também do seu génio feminino, indispensável para a sociedade. As suas capacidades especificamente femininas – em particular a maternidade – conferem-lhe também deveres, já que o seu ser mulher implica também uma missão peculiar nesta terra, que a sociedade deve proteger e preservar para bem de todos”.
Em sua recém lançada exortação apostólica Amoris Lætitia, o Papa Francisco aborda a situação da família na atualidade: “O sentimento de ser órfãos, que hoje experimentam muitas crianças e jovens, é mais profundo do que pensamos. Hoje reconhecemos como plenamente legítimo, e até desejável, que as mulheres queiram estudar, trabalhar, desenvolver as suas capacidades e ter objetivos pessoais. Mas, ao mesmo tempo, não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna, especialmente nos primeiros meses de vida. A realidade é que «a mulher apresenta-se diante do homem como mãe, sujeito da nova vida humana, que nela é concebida e se desenvolve, e dela nasce para o mundo». O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra. Aprecio o feminismo, quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade. Com efeito, a grandeza das mulheres implica todos os direitos decorrentes da sua dignidade humana inalienável, mas também do seu génio feminino, indispensável para a sociedade. As suas capacidades especificamente femininas – em particular a maternidade – conferem-lhe também deveres, já que o seu ser mulher implica também uma missão peculiar nesta terra, que a sociedade deve proteger e preservar para bem de todos”.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Legitimando a autoridade
Em nosso artigo anterior, intitulado “O Judiciário e a Sociedade”, nos dispusemos a analisar algumas questões referentes ao Poder Judiciário. E tratamos, naquela ocasião, da sua missão e a suas relações com a sociedade. Retomemos, pois, agora, quanto aos dois outros aspectos propostos: o respeito
devido aos magistrados e a qualidade do serviço que se deve prestar na administração da Justiça.
É conhecido o incidente em que uma Juíza de São Paulo foi agredida por um réu em seu próprio gabinete de trabalho. Trata-se de um acintoso e inadmissível desrespeito a uma autoridade legitimamente investida de uma função pública. Mas quem são os prejudicados, em última análise, tais atitudes? E essa indagação nos remete e outra de maior profundidade: em benefício de quem se
exerce a autoridade e o que a legitima?
segunda-feira, 4 de abril de 2016
O Judiciário e a Sociedade
Em poucos momentos da história o
Poder Judiciário brasileiro esteve tão em evidência como ocorre nos dias
atuais. As decisões referentes à operação Lava-jato e as questões levadas ao
STF relativas ao Impeachment da
Presidente Dilma têm sido manchetes constantes no Brasil e no exterior. O Juiz
Federal Sérgio Moro aparece na décima terceira posição entre as pessoas mais
influentes no mundo, segundo a revista norte-americana Fortune. Em outro
extremo, porém, vivenciamos na semana passada um grotesco atentado contra uma
Juíza em próprio local de trabalho.
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