segunda-feira, 8 de abril de 2013

Paz e Justiça no Trabalho

“Estou cansado! Eu me mato de trabalhar e o meu colega, que não faz nada, ganha o mesmo salário!”. Certa vez ouvi essa frase de um rapaz durante um almoço de trabalho. Penso que muitos de nós já nos deparamos com situação semelhante no ambiente profissional. De fato, as pessoas são essencialmente diferentes entre si, o que também terá consequências no seu rendimento. Sendo assim, como será possível evitar o conflito?
Do ponto de vista do líder, ao mesmo tempo que persegue resultados, deve agir com justiça em relação aos seus subordinados. Assim, sobrecarregar cada vez mais o que apresenta bons rendimentos e manter uma atitude complacente para com o preguiçoso e desleixado é uma injustiça. No entanto, a justiça exige, também, tratar os desiguais de maneira desigual. Assim, o bom gestor saberá constatar essas diferenças e, a partir delas, encontrar o caminho certo para que cada um, devidamente motivado, saiba dar o melhor de si.
Mas não é esse o enfoque principal que gostaria de dar à questão. Mais que analisar a atitude do que exerce a liderança, penso que a solução desses conflitos depende de uma análise pessoal sobre a postura assumida perante os colegas e o próprio trabalho.
Trabalhar bem e atingir resultados dependem de um esforço pessoal, mas também influem os nosso talentos inatos. E ambos – esforço e talentos – não devem ser utilizados apenas para atender os interesses pessoais. Devemos orientá-los para o bem dos demais: colegas e, muito especialmente das pessoas que necessitam do nosso serviço.
Nesse sentido, pensar que os baixos rendimentos dos colegas – reais ou forjados pela nossa imaginação – justificam que também tenhamos uma atitude desleixada é um terrível contrassenso. É um grande privilégio poder trabalhar bem. E o maior beneficiado com isso somos nós próprios. O trabalho realizado com retidão de intenção, com o propósito de servir e com o desejo de transformar para melhor o mundo que nos cerca é fonte de imensa alegria.
Não estamos a sustentar, evidentemente, que se deva estender a jornada de trabalho, roubando tempo à família ou ao lazer, e nem que as atividades sejam feitas num nível de stress prejudicial à saúde. No entanto, nas mesmas horas diárias que dedicadas à atividade profissional, podemos encontrar formas de fazer render mais: talvez cinco minutos a menos no cafezinho, menos distração na INTERNET etc. Por outro lado, também é possível se esforçar para estar mais atento e prestativo às pessoas que nos procuram.
Certa vez conheci um grande homem – bom trabalhador e zeloso pai de família – que tinha um lema bem interessante: “ninguém vem ter comigo por acaso”. E explicava ele que se determinada pessoa o procura no ambiente de trabalho, esforça-se para resolver o problema, se estiver ao seu alcance. E, se a questão não for de sua atribuição, ao menos procura informar adequadamente onde e como se poderá buscar a solução.
Se nos esforçássemos para assumir uma postura semelhante no nosso trabalho, a inércia ou ineficiência do colega não nos incomodaria muito. Os que perdem o tempo com ninharias se deparam, ao final do dia, com um imenso amontoado de coisas não feitas, por preguiça, desordem ou comodismo, na verdade são uns infelizes, verdadeiramente dignos de pena.

Mas há ainda um ponto de fundamental importância: a mulher e o homem possuem uma imensa dignidade pelo que são e não pela capacidade de produzir. Não fosse assim as crianças, os doentes e os idosos seriam pessoas menos dignas, o que é um absurdo. Cada ser humano vale infinitamente pelo que é e não pelo que faz. Porém, a quem foi dado o imenso dom de trabalhar e não o utiliza ou o desperdiça egoisticamente será fadado ao insucesso e à frustração. Por outro lado, aquelas e aqueles que trabalham com esforço e dedicação, espera-lhes ao final de cada dia a imensa satisfação de ter feito exatamente aquilo que dela ou dele se espera para ser feliz: servir, por amor.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A ecologia humana

Enquanto pensava num tema para compartilhar com o leitor nesta coluna, resolvi, despretensiosamente, indagar à minha filha, de seis anos, sobre o que escrever. Ao fazer a pergunta, ela respondeu imediatamente: “escreva que devemos cuidar do planeta”. Confesso que fiquei feliz com a resposta, afinal, ao menos em teoria, a questão ecológica tem sido bem trabalhada desde cedo nas escolas.
Mas resolvi insistir um pouco mais no assunto e então perguntei: “Filha, mas o que devemos fazer para cuidar do planeta?”. E então ela respondeu com ares de quem dizia o óbvio: “Cuidar das plantas, dos animais...”. E, depois de uma pausa, prosseguiu: “Mas precisamos cuidar das pessoas também...”.
Penso que apesar da simplicidade, a frase – tão ao estilo das crianças – é ao mesmo tempo muito sábia e bem merece a nossa reflexão. A propósito, o Papa Bento XVI, no seu célebre discurso no Parlamento Alemão, aborda com profundidade o mesmo tema:
“A importância da ecologia é agora indiscutível. Devemos ouvir a linguagem da natureza e responder-lhe coerentemente. Mas quero ainda enfrentar decididamente um ponto que, hoje como ontem, é largamente descurado: existe também uma ecologia do homem. Também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece.
“O homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando ele escuta a natureza, respeita-a e quando se aceita a si mesmo por aquilo que é e que não se criou por si mesmo. Assim mesmo, e só assim, é que se realiza a verdadeira liberdade humana”.
Quando um cientista se põe a estudar os seres vivos e também os demais elementos de um ecossistema, como o solo, rios etc., costuma ficar deslumbrado com a perfeição do funcionamento da cada parte dentro do todo. Com isso, chega-se sem esforço à conclusão de que a natureza possui as suas leis de funcionamento. Em suma, as coisas são como são e a ação ordenada dessas leis naturais dá-lhes o equilíbrio e a harmonia.
Mas se isso é universalmente aceito em relação à ecologia, o mesmo não ocorre com o ser humano. Pensa-se que a mulher e o homem podem moldar o seu ser livremente e sem limites. São sintomas disso as cirurgias para mudança de sexo ou as técnicas de reprodução assistida, em que os pais escolhem o sexo e até a cor dos olhos dos filhos que terão.
Esse fenômeno não se limita ao aspecto físico. No relacionamento com os demais também há questões que tocam na própria natureza humana, mas que modernamente se busca negar ou relativizar. Tomemos como exemplo o matrimônio, que é uma instituição natural e não uma mera convenção social, fundado na diversidade de sexo entre os contraentes e que, precisamente por serem diferentes, podem-se complementar um ao outro numa comunhão plena de vida que, por ser fruto e fonte do amor, é fecundo, formando um habitat essencial para gerar e formar novos seres humanos.
Por que será que em nosso tempo se fala tanto em defesa da ecologia, reconhecendo nisso que a natureza tem leis próprias que tendem à preservação das espécies e dos ecossistemas, mas se nega a existência de uma natureza humana, também com suas leis que orientam não apenas ao equilíbrio natural, mas também à sua realização e pleno desenvolvimento da sua personalidade?

Confesso ao leitor que não tenho a resposta. Talvez seja um daqueles grandes erros que a história saberá apontar. Mas é necessário e é urgente defendermos com coragem e determinação que há uma ecologia do ser humano também a ser preservada. Afinal, não seria um contrassenso pretendermos que mulheres e homens “ecologicamente desequilibrados” em si mesmos se dispusessem a preservar o equilíbrio na natureza que os circunda?

segunda-feira, 25 de março de 2013

A quem abrir a intimidade?

Um grande choque cultural entre a geração atual e a de poucas décadas atrás está na forma de se vestir. A minissaia e os biquínis em que se fazem enorme economia de tecido já nem causam espanto. A moda agora, especialmente entre os adolescentes, é vestir-se de tal modo que se exiba propositadamente parte das roupas íntimas.
É inegável que a moda varia muitíssimo ao sabor do tempo, local e contexto histórico. Basta recordar fotografias antigas para notar quão ridículos nos parecem, hoje, nossos parentes e amigos com vestes que eram super fashion décadas atrás. Ou ainda podemos notar os hábitos no vestir das pessoas de alguns Países que ainda não cederam por completo – ao menos nesse aspecto – ao fenômeno da globalização, em especial entre alguns povos africanos e asiáticos, para concluir que a vestimenta tem toda uma conotação cultural.
Apesar de a moda ser um fenômeno eminentemente cultural, quando se nota um erotismo exagerado no modo de se vestir, podemos considerar isso como uma simples tendência, indiferente sob o aspecto ético? Ou esse fato terá reflexos na vida das pessoas enquanto seres humanos dotados de dignidade e que aspiram à plena realização e à felicidade?
Penso que a resposta a tal indagação depende de uma análise, talvez sob um enfoque antropológico, sobre o que é a intimidade para o ser humano.
Certa vez ouvi um palestrante que comparava o ser humano a uma “cebola”. E fazia essa analogia para explicar que temos várias “camadas” até se chegar ao âmago, ao centro. A casca (camada mais externa) é aquela que nos envolve e com a qual nos apresentamos em público. É a única que se faz visível a todos enquanto circulamos pela rua, ou nos apresentamos no local de trabalho e nas relações sociais.
Com os nossos amigos tiramos várias castas, de modo que sabem o que pensamos, o que fazemos e do que gostamos, ainda que não saibam tudo o que se passa no mundo dos nossos pensamentos e desejos. Com os nossos familiares, em especial entre pais e filhos, a intimidade é muito mais conhecida. Vestimo-nos à vontade, não nos preocupamos tanto com o que diremos, como nos portaremos etc. E, por último, chega-se ao maior nível de abertura da intimidade possível: com o nosso cônjuge. A ele (ou a ela) nos abrimos quase que por completo. Essa abertura, ao menos no que no aspecto corporal, tem a sua expressão mais sublime no ato sexual.
Mas mesmo entre os cônjuges a abertura da intimidade não é completa e não abarca em absoluto todo o ser do outro. Ainda se mantém na esfera individual muitos pensamentos e desejos que não queremos revelar. No mais profundo e íntimo da cada mulher e de cada homem – no miolo da cebola, como diria o palestrante – está a nossa consciência. E, nesse sacrário, cada ser humano tem o direito e a necessidade de estar a sós com Deus.
Por natureza, a nossa intimidade necessita ser preservada. Imaginemos como seria se alguém inventasse um aparato que possa ler ou ouvir tudo o que se passa em nosso interior. Estaríamos aniquilados. Necessitamos, pois, de uma proteção a essa intimidade para abri-la a quem quisermos e, principalmente, a quem mereça a nossa confiança.
Nesse sentido, podemos dizer que a moda é, em regra, um fenômeno meramente cultural. Porém, quando se tenta orientá-la numa direção que contraria a natureza do ser humano, escancarando irresponsavelmente a intimidade, então deixa de ser indiferente sob o aspecto ético, pois afronta a dignidade das pessoas, ainda que com o consentimento dessas, muitas vezes imposto por pressão do ambiente.

Nesse caso, devemos combater essa má tendência da moda e muda-la para que esteja a serviço do ser humano. E isso não por questão de estética ou gosto, que são opináveis, mas por amor aos nossos semelhantes, que necessitam ter a intimidade protegida para que possam abri-la somente a quem quiserem ou se fizerem dignos dessa abertura.

segunda-feira, 4 de março de 2013

De quem é a culpa?

O mundo recebeu com profunda indignação a notícia da morte do jovem torcedor Kevin Beltrán, no estádio de Oruro, na Bolívia, durante uma partida entre o Corinthians e o San José. As reações, no início, de certo modo se voltaram indiscriminadamente contra a torcida corintiana, convertida em cúmplice do homicídio. E, agora que um adolescente assume a autoria do crime, parece que se busca ofuscar a sua responsabilidade, como que diluída entre os integrantes da torcida uniformizada que integra.
Penso que esse fato comporta algumas considerações. É que se observa uma tendência de atacar a imagem de instituições, públicas ou privadas, a partir de condutas negativas de seus membros. E, por outro lado,  atenua-se a responsabilidade pessoal, atribuindo-a a um determinado grupo, associação, instituição etc.
Podemos citar como exemplos casos de corrupção de juízes, isolados e reduzidos, ao lado de um enorme contingente de magistrados honestos e fieis cumpridores de sua função. Porém, algumas reportagens e artigos levam a pensar que todos são corruptos, criando uma imagem negativa da instituição.
É bem verdade que quando essas instituições não conseguem punir adequadamente os maus integrantes, de certo modo tornam-se coniventes com o erro. De qualquer sorte, porém, o crime continua sendo pessoal, devendo os seus autores ser por eles responsabilizados.
Além disso, a punição dos maus integrantes nem sempre é divulgada em todos os seus aspectos, numa espécie de execração pública, inclusive porque a pena pode ter, também, a finalidade de corrigir o que errou. Assim, uma desmedida violação da intimidade poderia denegrir de maneira irreversível a honra daqueles que erraram e sofreram a punição, mas que, ainda assim, têm o direito de se redimirem.
É certo, também, que há instituições cuja finalidade explícita ou implícita é a prática de condutas ilícitas. É exemplo típico disso os grupos terroristas. Nesse caso, os atentados são de responsabilidade dos que os praticam, mas a entidade existe para esse fim, de modo que todos os membros de certo modo assumem a sua parcela de culpa.
Apesar disso, convém ressaltar que a responsabilidade pelos atos ilícitos é sempre pessoal, precisamente porque praticados por pessoas livres e, portanto, responsáveis por seus atos.
Curiosamente, ao mesmo tempo em que se observa uma tendência para atribuir às instituições a responsabilidade pelos atos ilícitos dos seus membros, há, por outro, uma pressão para colocar a culpa nas “estruturas”, com isso atenuando a responsabilidade pessoal.
É inegável que o meio social e os grupos influem na formação dos valores, exercendo também um papel relevante nas escolhas e decisões. No entanto, no mais das vezes, salvo casos extremos, mantém-se a liberdade de escolha entre a conduta correta e a ilícita, de modo que subsiste, também, a responsabilidade como ato eminentemente pessoal, ainda que as instituições, segundo determinados critérios jurídicos, também possam ser responsabilizadas.
Ter bem claros esses conceitos é fundamental para todo educador, em especial, os pais e professores. É que os nossos filhos e alunos, sobretudo na adolescência, aderem muito fortemente aos valores do grupo de que participam. E muitas vezes estão dispostos a contrariar tudo o que aprenderam em casa e na escola para ser aceito na “gangue”.

Nessa situação, devemos explicar-lhes eficazmente que, aderindo a determinadas associações (algumas torcidas uniformizadas, p. ex.), poderão ser duplamente responsáveis por seus atos. Primeiro por se expor ao risco de tomar parte num grupo que habitualmente descumpre as regras de convivência. E, depois, tampouco poderão se eximir da culpa pelo mau comportamento para atribuí-la exclusivamente à entidade a que livremente se associaram.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Liberdade de expressão: também dos outros

Desde que chegou ao Brasil, a cubana Yoani Sánchez tem sido alvo de protestos de simpatizantes do governo de Cuba, em grande parte estudantes universitários. E as manifestações vão desde os ataques pessoais – chamam-na de “mercenária” e “agente da CIA” – até agressões físicas.
É uma questão tormentosa estabelecer os limites da liberdade de expressão. Instituir qualquer modalidade de censura prévia é um passo perigoso no sentido de amordaçar a imprensa, estratégia fartamente utilizada por todo regime totalitário, seja qual for a sua corrente ideológica.
Por outro lado, porém, permitir que divulguem livremente fatos, muitas vezes inverídicos e de maneira irresponsável, arruinando a honra e a vida das pessoas, também não parece muitas vezes razoável, ainda que os agressores possam ser punidos posteriormente.
Mas há um aspecto da questão que toca mais diretamente no ponto que estamos tratando: a liberdade de expressão vai ao ponto de se permitir os ataques pessoais e até impedir que o opoente possa se manifestar?
Penso que a resposta a indagações dessa natureza nos remete a considerar, uma vez mais, em toda a sua extensão e profundidade a incomensurável dignidade humana. Mas isso não pode ser uma mera consideração teórica, um discurso acadêmico ou, pior ainda, uma espécie de anestésico para acalmar os ânimos nas disputas entre grupos divergentes.  Trata-se de considerar – porque essa é a verdade – que cada mulher e cada homem que povoa o planeta é uma pessoa, única e insubstituível.
Esse modo “olhar o outro” terá consequências práticas. Trata-se, por exemplo, de ouvir com atenção e respeito – pela milésima vez... – o mesmo pedinte do semáforo, sempre com a mesma história. É o caso, também, de se esforçar por ser atencioso prestativo com o colega de trabalho, parente ou vizinho que nos é menos simpático.
E essa mesma postura nos levará a respeitar as pessoas que pensam radicalmente diferente de nós em matéria de política, religião, futebol ou qualquer outra questão opinável.
Assim, penso ser especialmente graves e inadmissíveis as agressões que mencionávamos no início. É perfeitamente possível não concordar em nada com as ideias do outro. Também será legítimo contrapor-se a elas e manifestar, de preferência com argumentos racionais, essa divergência. Contudo, sempre se deve preservar incólume a sua pessoa.
Esse mesmo critério é válido também quando se tem a certeza de que alguém está equivocado em determinado assunto. O respeito à pessoa do outro não depende da instauração do relativismo nas relações humanas. É possível chamar claramente o erro de erro, preservando sempre, porém, a pessoa e a honra daquele que erra.
Nesse aspecto, talvez o grande mal esteja no mau uso dos adjetivos. Tomemos um exemplo corriqueiro. O marido chega a casa atrasado por três vezes numa única semana. Na terceira vez, a esposa, cansada, diz: “você é sempre impontual”. Ou, pior ainda, o pai diante de uma nota baixa do filho desabafa: “você é um preguiçoso!”. Esse modo de falar, de expressar um pensamento, não contribui para um diálogo saudável, nem para suscitar uma disposição de melhora no outro.
Imaginemos que, nas mesmas situações, a esposa dissesse: “Querido, você chegou tarde três vezes nesta semana. Isso prejudica a dinâmica da nossa família. Há algo que possamos fazer para que isso não aconteça com tanta frequência?”. E o pai poderia dizer: “Filho, você não tirou uma nota boa nessa disciplina. O que podermos fazer para melhorar?”.

É claro que a linguagem jornalística ou mesmo os debates ideológicos não se podem tratar nesse mesmo nível. Por vezes as críticas poderão e deverão ser duras e contundentes. No entanto, devem se voltar para a reprovabilidade de ações praticadas, se for o caso, preservando, na medida do possível, as pessoas que as praticam. E na discussão das ideias, uma pitada de humildade e de saber escutar antes de falar talvez traga mais brilho e sabor ao diálogo.