segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Maconha faz mal

Recente reportagem publicada na Revista VEJA, da autoria de Adriana Dias Lopes, traz dados muito interessantes para quebrarmos de vez o mito que se tenta construir de que a maconha seria uma droga inofensiva, ou menos danosa à saúde do que o tabaco e o álcool. A matéria merece ser lida e ponderada. Transcrevo aqui alguns pontos que bem merecem uma reflexão:
“(...) A razão básica pela qual a maconha agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie humana. Nem o álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela no cérebro como a cannabis. Ela imita a ação de compostos naturalmente fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são imprescindíveis na comunicação entre os neurônios, as sinapses. A maconha interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais. O mais assustador, dada a fama de inofensiva da maconha, é o fato de que, interrompido seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais tempo — em muitos casos, para sempre, sobretudo quando o consumo crônico começa na adolescência. Em contraste, os efeitos diretos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo.
Diante dessa constatação científica, que ademais não é nenhuma novidade, como os pais e professores podem tratar do assunto com os filhos e alunos?
Cada vez mais os educadores precisam estar atentos para as engenhosas técnicas de manipulação que modernamente se nos apresentam a todo instante. Uma delas é a que sustenta ser a maconha uma droga inofensiva.
A manipulação se dá de uma forma bem sutil e até se vale de um raciocínio silogístico: (1) Premissa maior: o tabaco e o álcool fazem mal à saúde, mas são considerados lícitos; (2) Premissa menor: a maconha faz menos mal à saúde, mas é considerada ilícita; (3) CONCLUSÃO: a maconha também deveria ser considerada lícita.
As evidências científicas que mencionamos acima apontam o sofisma desse raciocínio, na medida em que a maconha não é menos ofensiva que as outras drogas. Mas, de qualquer sorte, penso que não é nesses termos que as coisas deveriam ser apresentadas.
Ao orientamos os nossos filhos e alunos, deveríamos motivá-los a pensar não apenas sob a ótica do que é mais ou menos ofensivo à saúde. Mais que isso, convém motivá-los a ponderar sobre os comportamentos que os fazem crescer enquanto pessoas de modo a atingirem a plena realização. E, por outro lado, saber rejeitar tudo aquilo que os priva da tão sonhada felicidade ou dificulta sua busca.
Penso que um grande desafio do educador de nosso tempo é saber elaborar muitos porquês: “Por que consumir maconha?”, “Quanto dura a sensação prazerosa que ela proporciona?”, “Como se sente após o consumo, no dia seguinte, talvez?”, “Os ‘amigos’ que se faz nesse meio são verdadeiros, sinceros e leais, ou são interesseiros e nos abandonam tão rapidamente quanto duram os efeitos da substância?”.

Mas há um desafio ainda maior que cabe muito especialmente aos pais e professores. Trata-se de mostrar a esses jovens, não tanto com palavras, mas com o exemplo das suas vidas, que há uma “substância entorpecente” que causa muita alegria, não tem efeito colateral e aumenta gradativamente com o tempo e com a intensidade do consumo. Seus componentes são muitos e variados, mas podem ser resumidos em: generosidade, espírito de serviço e amor ao próximo. Proporciona aos seus usuários: alegria, paz, serenidade e realização. E, o que é melhor, não têm contraindicações. No entanto, esse produto não possui embalagem, nem propaganda. Assim nossos jovens somente se interessarão de verdade por adquiri-lo se vierem estampados na nossa face tudo aquilo que proporciona.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

É possível amar o mundo?

Se alguém nos perguntasse se é possível amar esse mundo em que vivemos, qual seria a resposta? A pergunta é um tanto vaga, de modo que poderíamos respondê-la de modos diferentes. Além disso, é comum que cada indivíduo se fixe num determinado aspecto: a natureza, o local em que se vive, as relações de amizade, a política e os governantes a que está sujeito etc. Além disso, influirá a tendência mais otimista ou pessimista de cada um.
Apesar dessas variantes, se nos voltarmos para a nossa realidade social, é provável que se levantem muitos obstáculos que impedem ou dificultam amar de verdade o mundo em que vivemos: violência, corrupção, drogas, desagregação da família e dos valores familiares, jovens desnorteados e desesperançados etc.
Nesse cenário, e diante daquela pergunta provocativa, talvez alguns já digam de plano: “Não. Não é possível amar esse mundo, a menos que as pessoas e as relações humanas mudem significativamente”. Outros, talvez no afã de construir uma resposta mais assertiva, se lancem a pensar que aqueles problemas não existem, ou que se exagera. Outros ainda, talvez se ponham a pensar que não tem nada que ver com aqueles problemas, de modo que lhes cabe levar a sua vida no seu canto e do seu jeito.
Contudo, penso que deveríamos aprofundar mais na questão. Afinal, vivemos nesse mundo e, queiramos ou não, dele fazemos parte e nele estabelecemos as nossas relações familiares, profissionais e sociais. Enfim, é aqui que construiremos (ou não) a nossa felicidade. E questionamento dessa envergadura exige reflexão mais profunda. Assim, antes de respondermos se é possível amar esse mundo em que vivemos, temos de nos questionar sobre a razão da nossa existência. Em suma: o que estamos fazendo aqui?
É muito motivador pensar que a nossa vida é muito importante, mesmo que considerada no contexto da humanidade inteira em toda a sua história. Tendemos a pensar que há algumas pessoas notáveis (chefes de grandes e poderosas nações, astros da música, do cinema ou do esporte, líderes religiosos etc.), ao passo que todos os demais, meros mortais, estariam relegados a um segundo plano, a levar uma vida insignificante. No entanto, deveríamos repelir com energia essa ideia falsa. Cada um dos seis bilhões de seres humanos que povoam o planeta é dotado de uma imensa dignidade. Precisamente por isso, cada um é insubstituível e nasce com uma missão a desempenhar.
Sendo assim, a família, os amigos, a sociedade em que está inserido e toda a humanidade fica “desfalcada” quando alguém não descobre sua missão ou se recusa segui-la.
Essa maneira de encarar a existência não é um simples recurso de motivação. Não é um tópico extraído de um livro de autoajuda. É a realidade mais palpável e concreta de cada ser humano. E assim colocadas as coisas, então nos é factível amar o mundo. Com efeito, apesar dos muitos problemas, temos uma missão de amor e paz a desempenhar pela família, no trabalho, com os amigos e com todas as pessoas com quem convivemos.
Porém, essa maneira de pensar na nossa existência não pode ser uma ideia vaga e abstrata, uma espécie de narcótico para momentos de depressão. Ao contrário, há de se traduzir em ações bem concretas. Trata-se, por exemplo, de nos esforçarmos cada dia por fazer um trabalho bem feito, com perfeição, cuidando dos detalhes, ainda que ninguém o aprecie ou que não recebamos um justo reconhecimento. Aliás, o reconhecimento que buscamos é com a nossa consciência, por estarmos agindo coerentes com a nossa missão.

Talvez já tenhamos observado uma brincadeira de criança e que várias se mantêm imóveis, até que uma delas vai correndo tocando nas outras. Essas, ao serem tocadas, uma a uma, começam a correr, até que todas se põem em movimento, alegres e sorridentes. Algo de semelhante ocorre conosco. Ainda que a missão de cada um seja única, todas têm em comum esse atributo de comunicar vida e alegria, que contagiam. E assim se ama o mundo amando as pessoas que o povoam, num afã sempre renovado de ser feliz, ao mesmo tempo em que se ocupa de fazer os outros felizes.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Projeto familiar

Quanto se fala em construir um projeto de vida, é comum pensar na escolha da profissão, sonhar com a ascensão na carreira escolhida, ganhar dinheiro, comprar uma casa, carros, viajar. Em suma, almeja-se um sucesso profissional. Essas coisas são importantes para a realização pessoal. Mas e a família? Não deve ela também ocupar um lugar de destaque nos nossos sonhos e projetos?
Deixamo-la de lado, ao menos quando elaboramos os nossos projetos, muitas vezes por pensarmos que não há muito que planejar ou o  fazer para buscar o sucesso também na vida familiar. Quanto ao sucesso profissional, sabemos bem o caminho a percorrer: cursar uma universidade, ingressar numa boa empresa, ser aprovado num concurso público, montar o próprio negócio etc. Em cada profissão escolhida há um itinerário para atingir a excelência.
Quanto à vida familiar, em especial o casamento e a educação dos filhos, tendemos a considerar que se trata de um campo em que o que entra em jogo é apenas o sentimento. E, sendo assim, não há muito que se possa fazer para assegurar o sucesso também nessa área.
De fato, as relações familiares são fortemente marcadas pela afetividade. Deve mesmo haver afeto entre marido e mulher, como ademais esse há de ser nutrido entre pais e filhos. No entanto, equivoca-se quem pensa que esses relacionamentos sejam mantidos exclusivamente pelo sentimento. Também podem e devem ser norteados por compromissos livremente assumidos e pelos quais se luta por honrar, tendo sempre como fim e como causa o amor que não pode faltar numa família. E o amor é sentimento, mas está também na vontade de querer amar cada vez mais a esposa, o marido e os filhos.
Essa maneira de encarar as relações familiares é importante para nortear as escolhas e decisões que tomamos no curso das nossas vidas. Isso porque se colocamos intenso empenho na busca do sucesso profissional, trabalhando muitas horas por dia e buscando sempre aprimorar mais os conhecimentos, maior esforço ainda merece ser dedicado à esposa, ao marido e aos filhos.
E isso não pode ficar em meras considerações teóricas, mas há de se traduzir em propósitos e ações bem concretas no nosso dia-a-dia. Trata-se, por exemplo, de o marido se esforçar por se lembrar das datas importantes para a esposa, anotando na agenda, se necessário. É o caso de a esposa também procurar fazer aquilo que agrada ao marido, esmerando-se para estar bem vestida e amável também em casa, e não apenas quando se tem algum compromisso social. E que o marido saiba reconhecer e valorizar esse esforço dela...
A educação dos filhos bem merece um capítulo a parte. Mas o essencial é encarar o assunto como prioridade em nossas vidas. Soube de um pai que foi convidado a comparecer a uma reunião na escola do filho. Chegando lá, esse indagou surpreso: “Pai?! Você não tinha um compromisso importante hoje?”. “Sim. O Diretor Presidente da empresa estará visitando a nossa unidade hoje e haverá um almoço com ele. Porém, neste momento, não há nada mais importante a fazer do que cuidar da sua educação”, respondeu o pai com ar de ternura e acolhida.

Pesquisas mostram que um dos maiores traumas sofrido pelas pessoas é aquele decorrente da ruptura de um relacionamento conjugal. De igual modo, conhecemos bem a frustração e amargura que causa ver nossas filhas e filhos perdidos e desorientados, infelizes por não encontrar um sentido para as suas vidas. Assim, a felicidade e a realização pessoal dependem fortemente do empenho que fazemos para amar cada dia mais a esposa, o marido, os filhos e os pais. Afinal, já se disse com muita propriedade: “Não há sucesso profissional que compense o fracasso no lar”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Valores ou virtudes?

Há um consenso, ao menos em teoria, sobre a necessidade de se cultivar os bons valores na família, na escola, nas empresas, no serviço público e na sociedade em geral. No entanto, há uma forte resistência em se sustentar a necessidade de se formar as pessoas nas virtudes. É como se essa palavra trouxesse um ranço de religiosidade que deva ser evitada.
Nesse cenário, fala-se em valores como uma espécie de eufemismo para as virtudes. Muitas vezes, porém, se evita pura e simplesmente falar nessa última pelo comprometimento ou esforço que ela exige. Mas será que as expressões têm o mesmo sentido? Mais ainda, a mulher e o homem moderno poderão simplesmente abandonar a luta para adquirir virtude, quiçá por não mais ser necessária no mundo em que vivemos?
Penso que os valores sempre foram e sempre serão fundamentais em qualquer organismo social. Eles expressam aquilo em que se acredita e dá sustentação às instituições. Tomemos como exemplo o respeito numa família ou numa escola. Uma vez definido como um bem, ele passa a orientar as decisões e a própria convivência.
Porém, ainda que os valores sejam de especial relevância, eles são externos aos indivíduos e não asseguram, por si sós, que as pessoas ajam de maneira coerente com o que se prega. Tomemos como exemplo uma escola ou uma família em que se cultiva a solidariedade. Poderá, nesse caso, promover eventos que estimulem as ações solidárias. Poderá, também, expor aos alunos ou aos filhos a importância disso na convivência. No entanto, por muito que se fale e pregue, praticar ações práticas e concretas pelo bem do outro sempre custará esforço, sendo necessário, muitas vezes, superarmos a nossa tendência ao egoísmo e ao comodismo.
Assim, é perfeitamente possível proferirmos belas palavras ou discursos sobre a solidariedade e, no entanto, diante de uma necessidade concreta de um irmão ou de um colega, tratá-lo com indiferença ou sequer notarmos que passa por uma dificuldade que o faz triste ou abatido, necessitado de um pouco de atenção e carinho.
Diante disso, é fundamental adquirirmos virtudes. Elas são necessariamente interiores e pessoais. A sua aquisição pressupõe um esforço reiterado e constante. No nosso exemplo acima, se os membros da família ou da escola se dedicarem a praticar a solidariedade em ações bem concretas, como realizar pequenas tarefas que façam mais agradável a vida dos demais, ceder o melhor lugar ao outro, cuidar dos doentes etc., essa reiteração permitirá que se formem hábitos bons. Esses, por sua vez, predispõem as pessoas a atuarem daquele modo. Vale dizer, forjam-se as virtudes. E então elas estarão no coração das pessoas e não apenas na sua boca, no papel ou no regimento escolar.
Lembro-me de uma discussão que presenciei entre dois colegas na Universidade, que talvez ilustre o que estamos a sustentar. Caminhavam nas imediações do Largo de São Francisco, em São Paulo, quando um pedinte se aproximou. Um deles parou, escutou o que o outro pedia, fitando-lhe com respeito nos olhos e ouvindo atentamente. O estudante, apesar dos parcos recursos, foi a um restaurante e comprou um prato feito, entregando-o ao mendigo. O outro, então com fortes convicções marxistas, protestou: “Você está estimulando o capitalismo selvagem! O problema está nas instituições. Enquanto a classe proletária não se levantar contra a concentração da renda e contra essa burguesia que explora o trabalhador, não resolveremos o problema desse homem!”.
Com muito senso de humor, mas também com valentia, respondeu o primeiro: “Camarada, mas enquanto a revolução não chega, a classe proletária precisa comer!”. E, depois, de uma descontraída risada, prosseguiu: “Vamos tomar uma cerveja!”.

Os valores e as ideologias, por si sós, não mudam as pessoas por dentro. E se elas não se transformam, tampouco irão renovar a sociedade, que é formada por seres humanos. Por isso, é fundamental que haja bons valores na escola, na sociedade e em qualquer grupo social. Mas são as virtudes, arraigadas nos seus membros, que os sustentam e fazem com que se traduzam em ações concretas, aptas a fazer esse mundo mais humano.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ano da Fé

O Papa Bento XVI proclamou recentemente um Ano da Fé, que terá início na próxima quinta-feira, dia 11 de Outubro de 2012, terminando em 24 de Novembro de 2013. E, como preparação e proclamação, redigiu uma carta apostólica intitulada Porta Fidei ­(Porta da Fé).
O documento merece ser lido e meditado. Mas não é nosso propósito comentá-lo. Desejo apenas ater-me a um aspecto que nos parece relevante na educação dos filhos e alunos. Refiro-me ao ponto em que o Papa conclama a todos para intensificar “a reflexão sobre a fé” e a confessá-la, dentre outros ambientes, “nas nossas casas e no meio das nossas famílias”.
Com profundo respeito aos que pensam diferente, acredito que os pais têm o dever de educar os filhos na fé. Essa criatura que vem ao mundo nasce com o direito de que seus genitores, ao mesmo tempo em que lhe transmitem a vida, saibam também dar um sentido profundo e eterno à sua existência. E isso não é relativo nem depende do ponto de vista, ainda que alguns, mais por conveniência do que por convicção, insistam em negar.
Outro dia eu andava a meditar sobre como argumentar com os relativistas sobre as verdades eternas. A minha filha, então com nove anos, percebendo que o pai parecia um pouco distante, me perguntou: “Pai, você está preocupado com alguma coisa?”. Então disse a ela: “Há pessoas que acreditam em Deus e há outras que não. E como dizer às que não acreditam que elas não têm razão?”. Ela pensou um pouco e depois concluiu: “Bem, diga a elas que Deus não deixará de existir somente porque elas não acreditam”.
Transmitir a fé aos filhos não lhes tolhe a liberdade se nos ocupamos de lhes expor não apenas no que cremos, mas, principalmente, por que cremos. A fé não é contrária à razão. Como bem expõe o Santo Padre: “não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade”.
Além disso, ao transmitirmos a fé aos filhos, temos de fazê-lo com profundo respeito à liberdade das suas consciências. Assim, não é possível impor nada, mas simplesmente propor. Aliás, como bem expõe o Santo Padre no final da sua carta, a fé nos move para o amor. E ninguém pode ser forçado a amar. Com efeito, ou se ama livremente ou não se ama. Nesse sentido, a catequese que se há de levar a cabo no seio das famílias é aquela que promove a transmissão dos conhecimentos acerca de Deus e da natureza humana. Mas esse conhecimento não será jamais um fim em si. Bem ao contrário, há de mover nossos filhos a amá-Lo e a amar aqueles que Ele ama.
Certa vez uma mãe entrou numa igreja para fazer uns minutos de oração. A filha de cinco anos estava com ela. Então a mãe disse: “Filha, aqui você pode conversar com Deus. Você pode pedir a Ele o que quiser”. A criança se ajoelhou e ficou uns instantes em silêncio. Depois saíram. No caminho, pegaram o irmão mais velho, que se encontrava noutro local. Então menina disse a ele: “Pedro, eu fui rezar com a mamãe”. “Ah é?! E o que você pediu pra Ele?”, indagou o irmão. Nesse momento a mãe estava certa de que ela havia pedido para ganhar uma nova boneca. Porém, para surpresa de todos, ela respondeu: “Eu pedi para ganhar um irmãozinho”. A mãe ficou perplexa. E mais surpresos ainda ficaram quando, onze meses após, ela já posava para uma fotografia na maternidade com o irmãozinho no colo...

Penso que é nesse ambiente que o Papa nos convida a viver a fé em nossas casas e no seio das nossas famílias. Com naturalidade, respeito e, sobretudo, comunicando o amor de quem acredita na vida.